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21/01/2011

Preços Agropecuários sobem 2,44% na segunda quadrissemana de janeiro

Publicado no DOU zoneamento para amendoim em doze estados e Distrito Federal

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR)1,2 aumentou 2,44% na segunda quadrissemana do ano. O IqPR-V (produtos de origem vegetal) registrou alta de 3,75% e e o IqPR-A (produtos de origem animal) queda de 0,81%.

Quando a cana-de-açúcar é excluída do cálculo do índice, devido a sua importância na ponderação dos produtos, o IqPR cresce 2,52% e o IqPR-V (cálculo somente dos produtos vegetais) 5,70%.

Os produtos do IqPR que registraram maiores altas na segunda quadrissemana de janeiro, em comparação com o período anterior foram: tomate (80,94%), café (14,70%), milho (7,17), carne de frango (5,17%) e laranja para mesa (4,19%).
 
No caso do tomate, numa situação de demanda aquecida e safra menor, as chuvas continuadas geraram perdas de colheita com impacto conjuntural no abastecimento do produto, elevando seus preços. Verifique-se que ainda se trata de período de recuperação face aos preços anteriores muito baixos.
 
No caso do café, os preços desta commodity se elevam devido às pressões da demanda internacional e doméstica e aos menores estoques. Ademais, a redução em especial da safra colombiana abre espaço para vendas de café brasileiro de qualidade superior, elevando os preços médios no mercado interno de arábica, como o café paulista.
 
Quanto à carne de frango, mesmo com o aumento de sua produção no comparativo com 2009, o reajuste no volume exportado reduziu a oferta do produto no mercado interno, em um momento que se apresenta aumento de sua demanda enquanto produto substituto às outras carnes (bovina e suína), devido ao seu preço mais atrativo.
 
O preço do milho vem aumentando em decorrência de pressões do mercado internacional, face aos baixos estoques de passagens mundiais. Além disso, a perspectiva de que a oferta somente esteja normalizada no final do primeiro trimestre de 2011 leva a formação de expectativas altistas, precificando a possibilidade de maior escassez.
 
Os preços da laranja de mesa refletem o impacto da demanda típica do verão sobre o consumo de sucos naturais, numa conjuntura em que a oferta está dada e dimensionada como safra de menor oferta. De outro lado, há o efeito das chuvas dos últimos dias que dificultaram a colheita e o transporte.
 
Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços na segunda quadrissemana de janeiro foram: feijão (28,69%), batata (16,73%), carne suína (10,26%) e amendoim (5,99%).
Quanto aos preços do feijão, a concentração da colheita em função de que o atraso do plantio pela seca levou a que muitos semeassem ao mesmo tempo, produziu a entrada de volumes expressivos das colheitas da safra das águas, num mesmo momento conjuntural.
 
No caso da batata o processo se mostra similar, onde a considerável quantidade ofertada no período levou a expressivas reduções conjunturais dos preços recebidos. De qualquer maneira essa queda expressiva, ao eliminar a rentabilidade desse produto perecível, prenuncia novo ciclo de alta nos meses seguintes.
 
Os preços das carnes subiram acentuadamente em 2010, provocando a reação do consumidor, que diversificou e reduziu suas compras, provocando a queda de preços da carne suína.
 
Os preços do amendoim, que apresentaram forte recuperação durante o ano passado, estavam um pouco acima do seu padrão normal.
 
Na segunda quadrissemana de janeiro de 2011, 9 produtos apresentaram alta de preços (8 de origem vegetal e 1 de animal) e 10 apresentaram queda (5 de origem vegetal e 5 de origem animal). As fortes chuvas, típicas do período, prejudicaram fortemente a produção e escoamento do tomate fazendo com que seus preços promovessem a elevação do Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária de 1,71% na quadrissemana anterior para os atuais 2,44%.

Fonte: EPTV.com


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