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Exportações retomam ritmo e crescem 12% no 1º trimestre
Empresas têm boas expectativas para 2010
Marília inicia retomada das exportações após quedas consecutivas desde o final do ano passado. No primeiro trimestre deste ano exportou US$ 5,8 milhões, com alta de 12,62% em relação ao mesmo período de 2009. Os dados constam no relatório divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Setor alimentício representou 79% das exportações no primeiro trimestre, sendo, 29,64% de bombons, caramelos, confeitos e pastilhas; 12,44% de amendoins preparados ou conservados, e 11,25% de bolachas e biscoitos.
Milena Liberato, coordenadora de exportação da Bel Chocolates, informou que a empresa está retomando as exportações e que já estão de 20% a 30% maior que no mesmo período do ano passado.
“Cada produto tem sua sazonalidade, mas nos meses que antecedem a Páscoa e nos períodos mais frios, as exportações ficam mais fortes”, esclarece o gerente de Marketing, Ney Smaniotto.
Também do mesmo ramo de atividade, a Maritucs Alimentos, prevê grandes expectativas de crescimento nas exportações a partir de maio. A informação é de Gilberto de Lucas Maceno, gerente administrativo da empresa especializada na produção de confeitos de amendoim, bala de goma e paçoca.
De acordo com o economista Eduardo Rino, Marília tem condições de retomar a normalidade à medida que os países forem se recuperando da crise econômica e diminuindo as barreiras para negociações.
Porém, o aumento da taxa básica de juros, de 8,75% para 9,50% ao ano, anunciada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), deve reduzir o valor do dólar, o que torna as exportações menos interessantes devido a concorrência internacional.
Cidade exporta menos que Garça e Pompeia
Crescimento, no entanto, é o menor da região. Garça, por exemplo exportou US$ 2,9 milhões, apresentando crescimento de 39,71%.
A cidade também está atrás de Pompeia, que cresceu 39,12%, Bauru, com alta de 69,61% e São José do Rio Preto, que apresentou crescimento de 156, 84%.
Segundo Flavio Perez, diretor do Ciesp em Marília, a diferença no crescimento das exportações, se deve aos diferentes tipos de produtos comercializados.
“Marília exporta principalmente produtos alimentícios que permitem a sazonalidade e que concorrem com a produção de similares em outros países”, esclarece.
Fonte: Diário de Marília
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